DANÇA
ESPORTIVA INTERNACIONAL
A
dança esportiva internacional em cadeira de rodas nasceu na
década de 60 na Europa, onde é bastante praticada, popular
e conceituada e teve sua primeira competição internacional
no ano de 1977 na Suécia. A dança
caracteriza-se principalmente pela formação
de duplas de dançarinos, onde o casal é composto por um componente
com deficiência física dançando em uma cadeira de rodas e um
componente sem deficiência dançando em pé. Isto ao ritmo de
músicas de dança de salão.
A
dança esportiva em cadeira de rodas no mundo está sob
o comando do WDSC (Wheelchair Dance Sport Committee) do IPC
(Comitê Paraolímpico Internacional). Atualmente mais de
40 países estão registrados no
IPC-WDSC, dentre eles o Brasil.
A dança
em cadeira de rodas é um esporte paraolímpico,
mas ainda não está inclusa nos Jogos Paraolímpicos.
No Brasil a dança esportiva começou a ser estudada
em novembro de 2001, durante o simpósio internacional
de dança em cadeira de rodas, na Unicamp, em Campinas-SP,
onde foi ministrado um curso desta modalidade pelo Profº Herbert
Hausch - Técnico da Equipe Alemã.
O
casal Luis Antonio Cruz (Cabral) e Anete Cruz, representantes
da Bahia, participaram do curso e junto com representantes
de varias entidades do país fundaram a CBDCR – Confederação
Brasileira de Dança em Cadeira de Rodas, sob a presidência
da Profª Drª Eliana Lucia Ferreira, idealizadora
e responsável pelo simpósio.
Formando a dupla
Cabral & Anete, os representantes baianos começaram
a fomentar, estudar e treinar a nova modalidade esportiva,
levando o nome da Bahia para campeonatos nacionais e, junto
ao nome do Brasil, para campeonatos internacionais. Galgando para ambos vários títulos, como é descrito na História da CRS.
A
Modalidade na Bahia e no Brasil vem crescendo ano após
ano e ganhando cada vez mais adeptos e popularidade. Reconhecida
pela Mídia Local, Mídia Nacional, Ministério
de Esportes do Brasil e Comitês Paraolímpicos Nacional e Internacional.
Algumas
Características dos Elementos Inerentes nas Competições:
Duplas:
• Um homem e uma mulher onde um dos dois deve ter deficiência física e dançar em cadeira de rodas: para “Combi Dance” que é aplicado
nos campeonatos mundiais e em competições regionais;
• Um homem e uma mulher onde os dois deverão ter deficiência física e dançarem em cadeira de rodas: para “Duo Dance” que é aplicado nos campeonatos mundiais e em competições regionais;
• Todo usuário de CR (cadeira de rodas) deverá ter uma deficiência mínima que o impeça de dançar em pé de forma convencional e o andante deverá ter as condições necessárias e saber dançar e conduzir bem a dança;
• Os treinadores não deveriam participar das competições, pois se eles competem, darão menos de si para coreografar;
• Dançarinos cadeirantes deverão passar por uma classificação funcional, onde avaliados até 14 pontos pertencerão a classe 1 (LWD1) e acima de 14 pontos pertencerão a classe 2 (LWD2);
Cada dançarino só poderá dançar com um parceiro
(nas
competições oficiais e aprovadas pelo IPC).
Música
• Existem 02 Classificações Rítmicas para competições:
1) 5 Danças Latinas (samba, chá-chá-chá,
rumba, paso doble e jive)
2) 5 Danças Standards (valsa lenta, tango, valsa vienense, slow
fox e quick step);
A Duração das músicas varia entre 1:30 e 2:00min,
e só são conhecidas na hora de dançar.
Espaço
• A área mínima deve ser de 200m2 para 8 pares.
Critérios de Avaliação
São os mesmos para andantes e cadeirantes (principalmente nas
posições típicas). Eis alguns:
• Ritmo: ponto mais importante;
• Movimentos técnicos: incluem trabalho do corpo, roda, pés,
conexão entre os dançarinos, condução, linhas corporais;
• Caráter do Movimento: marcado pelo ritmo da música.
SITES
E LIVRO INTERESSANTES:
• Sites:
1. www.cbdcr.org.br
2. www.paraolympic.com
3. www.wdr.ru
4. www.maltawda.com
5. www.swing-duet.org.pl
• Livro:
Technique of Latin Dancing (de Walter Laird). editora IDTA